"Eis aqui o Coração que amou tanto aos homens, que não omitiu nada até esgotar-se e consumir-se para manifestar-lhes seu amor, e por todo reconhecimento, não recebe da maior parte mais que ingratidão, desprezo, irreverências e tibieza..."

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sábado, 20 de março de 2010

III Congresso


Vem aí o III Congresso do Sagrado Coração.
Adquira já sua camisa!!!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Explicação da Ladainha

Explicação da Ladainha ao Coração de Jesus


Ladainhas são formas curtas de preces, invocações que foram sendo recolhidas e sistematizadas ao longo do tempo. São orações feitas geralmente em dois coros, em que contemplamos algum mistério de nossa Salvação; clamamos a ajuda ou intercessão de Maria Virgem, dos santos, dos anjos, exaltamos as virtudes de Cristo. Ladainhas podem ser rezadas em grupo ou como oração pessoal.

A ladainha do Sagrado Coração de Jesus proclama, em 33 invocações, este amor humano-divino – o “Coração Transpassado".

Os comentários sobre esta ladainha foram elaborados por Ir. Ofélia de Carvalho, ASCJ. É um complemento para a compreensão da teologia do Sagrado Coração.

Coração de Jesus, Filho do Pai eterno, tende piedade de nós!

Jesus, o Filho Amado, vem ensinar-nos a conhecer e amar o Pai. Jesus assumiu a nossa natureza humana. Sendo Deus, fez-se homem; aceitou um coração de carne, que lhe pulsasse no peito. O amor divino do Pai e do Filho assumiu o tamanho das necessidades humanas, com um coração tão próximo e tão semelhante ao nosso que o levou a convidar-nos: “Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração”.

A natureza divino-humana de Jesus forma uma união inseparável. Os Evangelhos explicam-se a partir desta verdade fundamental: Jesus é o Filho Eterno do Pai. Seu Coração é Divino e Humano. “Coração de Cristo, Coração de Homem, Coração de Deus”.

Coração de Jesus, formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe, tende piedade de nós!

Deus Pai, em sua infinita ternura, encarregou o Espírito Santo de formar o Coração de Jesus, e torná-Lo símbolo do infinito amor de Deus por nós e o mais perfeito receptáculo do amor de Deus Pai.

Foi por obra do Espírito Santo que Maria Virgem Imaculada concebeu o Filho de Deus. Com a sua natureza humana, Jesus pôde realizar a obra da nossa salvação. Sua vitória sobre a morte confirma seu poder divino de Filho de Deus, da mesma natureza do Pai.


Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus

Em Jesus Cristo, o Filho de Deus, há duas naturezas: A divina e a humana. São duas naturezas completas. Nele está a natureza humana com a vontade humana, as faculdades, os sentidos; também a natureza Divina com sua infinita força, poder, justiça, misericórdia e sabedoria. É o próprio Verbo, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro. Jesus Cristo é consubstancial ao Pai.



Coração de Jesus de majestade infinita

Na Transfiguração no Monte Tabor Jesus revela sua “Majestade Divina” e a sua realeza. Os apóstolos, Pedro, Tiago e João O reconhecem na voz do Pai e na beleza indescritível de seu rosto resplandecente de luz; na beleza de sua pessoa, de suas vestes que se tornaram brancas como a neve e exclamam: Mestre, Tu és o Filho de Deus; Tu és o Rei de Israel. (João, 1-49).

A Majestade do Coração de Jesus revela-se em sua mais profunda e aparente derrota. No momento em que seus inimigos proclamavam vitória porque o Mestre incômodo havia dado o último suspiro, ouve-se a voz de um pagão: “Na verdade este homem era justo. (Lc. 23,47)


Coração de Jesus, Templo Santo de Deus e Tabernáculo do Altíssimo

No Antigo Testamento, o centro do culto a Deus era o Templo de Jerusalém. No Novo Testamento, é o Sacrário ou Tabernáculo, onde se guardam as Espécies Sagradas, a Eucaristia, ou o Santíssimo Sacramento. Jesus é o templo do Deus Vivo, o Tabernáculo do Altíssimo. No seu Coração, o Pai é glorificado por todo e sempre; o próprio Cristo o diz: “Glorifiquei-Te sobre a terra” (João 17,4).


Coração de Jesus Casa de Deus e Porta do Céu

O mundo é um imenso caminho, onde somos todos peregrinos. Um dia, mais cedo ou mais tarde, teremos que deixar o invólucro do nosso corpo mortal, para entrar na vida definitiva. Em cada coração dorme o anseio de uma vida sem fim.

Jesus é a Porta do Céu. E como portas devem ser abertas, ei-Lo, apresentando-nos o seu Coração sempre aberto pela lança. Esta é a porta para a felicidade eterna.


Coração de Jesus, Fornalha ardente de Caridade

Na ardente fornalha da caridade sem margens do Coração de Jesus está a fonte que sacia todas as sedes de amor e todas as fomes que torturam as almas. Nele está a resposta aos gritos dos desiludidos, dos abandonados e dos desesperados, porque Jesus assumiu todas as nossas desilusões e desesperanças, para dar-nos em troca a sua caridade, a sua infinita e terna caridade.


Coração de Jesus, Receptáculo de Justiça e de Amor

Cada coração humano é chamado a bater ao ritmo da justiça e do amor. Por ele se mede a verdadeira dignidade do ser humano. O Coração de Jesus bate ao ritmo da justiça e do amor, conforme a própria medida divina. Ele é o Coração do Homem-Deus e Nele se realiza plenamente toda a justiça de Deus em relação ao homem e a justiça do homem em relação a Deus. Essa justiça é o dom do Amor que, através do Coração de Jesus, entra na história da humanidade como um amor subsistente: Deus amou tanto o mundo que lhe deu seu Filho Único (Jo3, 16).


Coração de Jesus, cheio de Bondade e de Amor

O Coração de Jesus é “fornalha ardente de caridade”, pois possui alguma coisa da natureza do fogo, que arde e se consome para iluminar e aquecer. A plenitude da caridade de Cristo manifestou-se pelos gestos de bondade para com os necessitados: os pobres, os marginalizados os excluídos...


Coração de Jesus, abismo de todas as virtudes

Quando paramos para observar crianças que brincam, percebemos que elas já manifestam reações e comportamentos de bondade ou não. Algumas são mandonas, tirânicas, invejosas, egoístas, fofoqueiras e orgulhosas... Isto prova que fomos marcados pelo pecado original e que o exercício da virtude deve ser iniciado no berço.

Contemplamos Jesus como modelo de todas as virtudes. Ele é o Filho Santo; três vezes Santo, ou seja, perfeito. Seu coração é um abismo de virtudes. Abismo, como símbolo de profundidade e infinitude. A nascente condutora da qual jorram as virtudes do Coração de Jesus, é a sua obediência à vontade do Pai.

“Meu alimento é fazer a vontade de meu Pai”; é isto o principal que Jesus nos pede em todas as etapas da nossa vida.

No Coração de Jesus, as virtudes dominam como o desabrochar pleno do homem aos olhos de Deus.


Coração de Jesus, digníssimo de todo o louvor

Há motivos para louvar o Coração de Jesus? Sem dúvida! Mas nem sempre temos consciência deles; louvamos por louvar. E a oração de louvor, esse modo tão belo de dirigir-se a Deus, torna-se rotina.

Motivos de louvor: Deus manifesta sua caridade para conosco, porque, pecadores, morreu por nós. (Rm 5,8). Esse Coração, caridade sem fim, ternura sem tamanho, amor sem medidas, delicadeza infinita, misericórdia inexplicável, ama-nos sem limites.


Coração de Jesus, Rei e centro de todos os corações

Pilatos perguntou a Jesus se Ele era o Rei dos Judeus. Jesus respondeu que seu Reino não era deste mundo. Trata-se do reino dos corações, reino das pessoas, das vontades e das inteligências, que acolhem e se dobram aos desejos de Deus e da sua doutrina. Jesus é o Rei dos Corações porque é o Primogênito de todas as Criaturas, porque nos transformou em filhos diletos.

Uma das mais tocantes práticas da moderna devoção ao Coração de Jesus é a entronização de sua imagem nos lares, onde deve ter lugar de honra. Quando a família se lhe prostra aos pés, em filial gesto, Ele parece falar com a mesma voz que encantou as multidões da Palestina.

O Coração de Jesus torna-se, de fato, o Rei e o Centro de nossos corações, na medida em que acolhemos o seu Espírito e sua mentalidade. Ele toma em suas mãos divinas a direção da família e pede-nos a fidelidade à sublime tarefa dos pais, na santificação da família e submissão à vontade do Pai. O Coração de Jesus será tanto mais Rei nosso, quanto maior a sua influência em nossa vida de cristãos; tanto mais centro dos corações, quanto mais espelhado, refletido, multiplicado nas virtudes e na santidade, que nos esmeramos em alcançar.


Coração de Jesus, no qual estão todos os tesouros da Sabedoria e da Ciência

A ciência do Coração de Jesus não é a ciência fundada no poder humano, mas é uma ciência nova, escondida aos sábios e inteligentes deste mundo; ela é revelada aos humildes, aos simples, aos puros de coração. (Mt 11,25). Esta sabedoria e ciência consistem no conhecimento do Deus invisível, que nos convida a participar de sua vida divina, à comunhão com Ele. A sabedoria de Cristo é mais elevada que a de Salomão. Suas riquezas são insondáveis. Seu amor ultrapassa todo o conhecimento. Mas pela fé poderemos compreender.


Coração de Jesus, no qual habita toda a plenitude da divindade e/ no qual o Pai pôs todas as suas complacências

Foi no Batismo de Jesus, por João Batista, que se ouviu do Pai esta voz: “Este é o meu Filho amado, em quem coloco todo o meu agrado”. (MT. 3,17). Na vida de Jesus há um norte, uma bússola, que é a vontade do Pai. De Belém ao Calvário, tudo está sintonizado na vontade do Pai. No seu testamento espiritual, na Última Ceia, Jesus diz ao Pai: Glorifiquei-Te sobre a terra; acabei a obra que me deste a fazer; guardei os que me deste, e nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição. (Jo17, 4e12). Na verdade, o Pai foi glorificado infinitamente em seu Filho. Jesus é a cabeça do gênero humano e nós, seus membros, igualmente filhos amados pela nossa imitação Dele.


Coração de Jesus, de cuja plenitude todos nós recebemos

O Coração de Jesus é manancial de todas as graças. Dele partem sete canais – os sacramentos, que nos dão à graça da vida divina, a graça da regeneração, da participação da natureza divina, do direito ao céu: O Batismo – torna-nos filhos de Deus; a Confirmação - dá-nos o Espírito Santo; a Penitência - celebra nossa volta à casa Paterna, pelos méritos da Paixão de Cristo; a Eucaristia – dá-nos o alimento da santidade; a Unção dos enfermos – unge-nos no Espírito Santo, conferindo-nos força e coragem na doença e, às vezes, traz-nos até a saúde física; a Ordem - é Jesus em seus sacerdote como um outro Cristo e o Matrimônio – chamado a colaborar no crescimento e multiplicação da humanidade.


Coração de Jesus, o Desejado das Colinas eternas / e Delícia de todos os santos

Olhar o Coração de Jesus, permanecer Nele, é gozar o Paraíso. Os Santos fizeram esta experiência. A nossa sede de amar e de ser amado é saciada plenamente pelo Coração de Jesus, que anula as distâncias e eleva os servidores à condição de amigos. Esse é o espaço vital dos bem-aventurados, o lugar em que permanecem no amor (Jo 15,9) e gozam de uma alegria eterna e sem limite.


Coração de Jesus, paciente e de muita misericórdia

Ó geração incrédula e perversa, até quando hei de estar convosco? Até quando vos hei de suportar? (Mt. 17,17) As parábolas da Misericórdia, entre elas a do Filho Pródigo (Lc 15, 11-32) - a do Bom Samaritano, (Lc. 10,25-37) e da Ovelha Perdida, (Lc 15,1-10) manifestam toda a solicitude, paciência e compaixão do Coração de Cristo, para conosco. O confessionário é o símbolo desta infinita misericórdia.


Coração de Jesus, Rico para com todos os que vos invocam

Quando ouvimos falar em riqueza, pensamos imediatamente em dinheiro, jóias, tesouros e bens materiais. O mesmo acontece com a felicidade. Achamos que felicidade é gozar saúde, bem-estar e sucesso. O Coração de Jesus se apresenta a nós como Fonte Inesgotável de verdadeira riqueza e felicidade. Suas riquezas são imperecíveis. Jesus nos diz: “Ajuntai para vos riquezas que a traça não corrói”. O Coração de Cristo é infinitamente rico de amor, paz, ternura, compaixão, caridade e generosidade. Os jovens encontram nele a fonte de heroísmo e desprendimento. As crianças são atraídas pela sua infinita ternura e os adultos encontram em Jesus a coragem, a força, para uma caminhada perseverante. Os idosos abandonam-se ao Coração de Jesus com toda a confiança e certeza da eterna felicidade no Céu.


Coração de Jesus, Fonte de Vida e de Santidade

Na conversa com Nicodemos, Jesus afirmou: Em verdade, em verdade te digo: não pode ver o Reino de Deus quem não nascer do alto. Jesus fala de um nascimento na ordem sobrenatural e acrescenta: Em verdade te digo, quem não renascer da água e do Espírito Santo, não pode entrar no Reino de Deus (Jo.3,5). Agradecemos aos nossos pais a vida natural que nos deram, mas o fato de sermos filhos de Deus e herdeiros do Céu é algo que nenhuma criatura humana poderia dar pelos próprios meios. Através do Batismo, fomos enxertados na vida do Coração de Jesus. Nossos gestos, ações e pensamentos foram elevados à ordem sobrenatural, participantes da vida nova, recebida do Coração de Cristo.

A vida divina encontra seu apoio nas três Virtudes Teologais: Fé, Esperança e Caridade. Pela fé, arraigamo-nos Nele; Pela Esperança, fixamos nosso olhar nas Colinas Eternas; (Céu); pela Caridade, olhamos o Coração de Jesus traspassado por um amor heróico e seguimos os seus ensinamentos: “Tudo o que fizerdes a um de meus irmãos, é a mim que o fazeis”. Unidos ao Coração de Jesus, fonte de vida e santidade, seremos santos como Ele nos pede: Sede santos como vosso Pai é santo.


Coração de Jesus, Propiciação pelos nossos pecados.

Deus nos deu a liberdade de escolher entre o bem e o mal. Somos livres em cumprir ou transgredir os mandamentos. Podendo escolher, cabem-nos os méritos das boas ações. Não há mérito onde não há liberdade. A humanidade, pela sua simples condição de criatura limitada e finita, não poderia oferecer a Deus uma justa reparação pelo pecado cometido por Adão e Eva: recusa frontal aos desígnios divinos; e por ter sido feita a um Deus infinito, é infinita, e não poderia ser reparada a não ser pelo próprio Deus. Essa Ação Reparadora coube ao Coração de Jesus, Verbo Divino feito homem, que assumiu as nossas culpas e pagou, com sua morte e seu Sangue, o nosso resgate. O Coração de Cristo traspassado é o Amor misericordioso do Pai que, através de seu Filho, abaixa-se até vencer a distância existente entre o Absoluto e a criatura pecadora. A partir da noite santa do Cenáculo e do Sacrifício do Calvário, temos o Coração de Cristo, “propiciação pelos nossos pecados”, oferecendo-se na Santa Missa; Ele se faz presente em nossos altares, no milagre da transubstanciação do Pão e do Vinho em seu Corpo e Sangue, que se nos oferece como alimento espiritual. Oferecemo-nos ao Pai, como membros do Sacerdócio Real do Filho, santificados pelo Espírito Santo.


Coração de Jesus, saturado de opróbrios

Quando a trama da traição começou a instalar-se na alma de Judas, o Mestre lhe deu a entender que estava a par das suas maquinações. A presença de Judas traidor, no meio dos demais apóstolos, causava dor a Jesus. Foi muito humilhante para o Filho de Deus ser vendido aos inimigos, por trinta moedas de prata, como uma peça de mercado, e traído por Judas, que fazia parte do grupo de apóstolos. Jesus foi saturado de opróbrios, no madeiro da Cruz, quando gritavam: “Salvou a outros e não pode salvar a si mesmo; se for o Cristo, desça da Cruz”. Outro opróbrio foi a debandada de seus apóstolos, no momento em que mais precisava tê-los ao seu lado e ver-se como um Mestre fracassado, sendo preso, julgado e condenado, pela autoridade religiosa. Os Sacerdotes que O arrastaram à Morte eram representantes legais de Deus. Peçamos perdão pelas nossas infidelidades, às vezes, nossa fé é comercializada por menos de trinta moedas; ou agimos como Pedro, com medo ou vergonha de nos identificarmos como católicos, de assumir e defender a nossa fé.


Coração de Jesus, Esmagado pelos nossos pecados

Pecado é falta de amor a Deus, e a si próprio. O pecado desarmoniza, tira a paz, oprime e deprime, causa sempre algum dano, porque nos desvia de Deus. Torna-nos infelizes, contraria o plano de Deus, que nos criou para a verdadeira felicidade. Precisamos fugir das ocasiões de pecado e procurar os meios de combatê-lo. Um desses meios é o domínio de nós mesmos. Esta invocação da ladainha é um apelo para combatermos o mal na sociedade. Jesus Cristo nos redimiu, pela sua Paixão e Morte. De direito, o mal, o pecado não mais têm razão de ser. Acontece que, a aplicação dos méritos da Cruz, supõe a nossa colaboração. É preciso batalhar contra as nossas paixões desordenadas, vencer as más inclinações e colaborar com o amor do Coração de Jesus por nós.


Coração de Jesus, obediente até a morte

A Graça Redentora livrou a humanidade do pecado. Um grande ato de obediência foi realizado por Jesus Cristo, o Novo Adão. São Paulo exalta a obediência do Coração de Jesus, dizendo: “Humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte e morte de Cruz". (Fl.2,8).

No Jardim das Oliveiras, antes de ser preso, Jesus rezou: “Pai, se for possível, afasta de mim este cálice, mas não se faça a minha vontade e sim a tua”. Jesus sabia que seus sofrimentos seriam cruéis. Sabia que estava nos planos de Deus o salvar e santificar os homens, através da Cruz. Ele já afirmara ser preciso tomar a cruz e segui-Lo para ser seu discípulo. Em total obediência ao Pai, Jesus reza: “Não se faça a minha, e sim a tua vontade, Pai!”. E diz aos apóstolos que dormiam: Levantai-vos! Vamos! Jesus concretizava o que ensinara aos apóstolos: “Seja feita a tua Vontade, assim na terra como no céu”. Submete-se a todas as torturas, flagelação, coroação de espinhos; insultos e humilhação. Sua última palavra é de abandono filial. “Pai, em tuas Mãos eu entrego o meu Espírito”. Dias depois, o Ressuscitado dirá aos discípulos de Emaús: “Por ventura, não era necessário que Cristo sofresse tais coisas e assim entrasse em sua glória? (Lc. 24,26).


Coração de Jesus, atravessado pela lança

No Coração transpassado constatamos a obediência filial de Jesus a seu Pai e seu amor fraterno aos homens. O Coração de Jesus é um sinal desse amor, expresso nas linhas vertical e horizontal, com os dois braços da Cruz. É o símbolo da vida nova dada aos homens pelo Espírito Santo pelos Sacramentos. O golpe da lança atesta a realidade da morte de Cristo. Assim como, do Rochedo ferido por Moisés, no deserto, nasceu uma fonte de água (Nm 20,8-11), assim também, do lado de Cristo, aberto pela lança, nasceu uma torrente de água para saciar a sede do Novo Povo de Deus. Do Coração de Jesus transpassado nasceram a Igreja e os Sacramentos do Batismo e da Eucaristia. “Aos pés da Cruz estava Maria, Mãe de Jesus” (Jo.19-25) Ela viu o Coração aberto, de onde corria sangue e água, e compreendeu que o Sangue de Seu Filho estava sendo derramado pela nossa salvação. E compreendeu também o significado das palavras de seu Filho: “Mulher, eis aí Teu Filho". (Jo.19,26). A Igreja que nascia do Coração transpassado, estava confiada ao seu Coração de Mãe. O Apóstolo João representava a humanidade.


Coração de Jesus, fonte de toda a Consolação

O coração humano precisa de palavras animadoras e de consolações nos momentos difíceis. Nossa condição humana exige ajuda e também que sejamos “ombro de apoio e mão forte” para os que estão desesperados. O Coração de Jesus é o maior consolador. No Sacrário, seu Coração nos reanima e nos põe em pé: “vinde a Mim e Eu vos aliviarei”.

Jesus quis ficar conosco, de maneira sensível, nas Sagradas Espécies do Pão e do Vinho, transubstanciados em seu Corpo e Sangue, na Santa Missa. Ele está em nossos Sacrários, sacramentalmente, como amigo consolador. Após nossas visitas ao Santíssimo Sacramento, voltamos reconfortados, para continuar nosso trabalho, nossa luta. Não precisamos de muitas palavras diante do Sacrário. Importante é saber e acreditar que Jesus olha para nós e nós para Ele. Olhos fixos em seu coração.


Coração de Jesus, nossa Vida e Ressurreição

Jesus afirma: “Eu sou a Ressurreição e a Vida” (Jo.11,25). São palavras que nos consolam diante da realidade da morte. Encontramo-las escritas em muitos túmulos como sinal de fé, de esperança e de consolação para os que perderam seus entes queridos. Somos seres mortais. A morte nos amedronta, mas ela foi santificada pelo sacrifício da Cruz de Cristo. “Onde está, ó morte, a tua vitória? Com o pecado, a morte foi também derrotada. Morreremos sim, mas para ressuscitar com Cristo na glória. A Ressurreição é a pedra angular do Cristianismo. “Se Cristo não ressuscitasse, vão seria a nossa fé,” disse São Paulo. A Igreja é uma sociedade que marcha para a imortalidade. Graças ao Coração de Jesus e ao seu sacrifício, podemos ouvir São Francisco de Assis chamar a morte de irmã; os mártires, acenar para ela para lhes abrir as portas do céu e Santa Teresinha dizer que “Esta vida não é vida, porque a verdadeira vida é aquela que jamais termina, no céu”.


Coração de Jesus, nossa Paz e Reconciliação

A paz da alma é fruto da reconciliação, que nos veio pela Cruz. Por isso, o Sacramento da Confissão só podia ser instituído depois da morte e Ressurreição de Jesus. (Jo.20,19). Este Sacramento da Paz e Reconciliação foi o presente de Páscoa do Coração de Jesus aos apóstolos e a todos nós. Foi a garantia de sua Ressurreição, de sua presença vitoriosa. No meio dos apóstolos, com as mãos cheias de dons, deu-nos o maior deles: a Paz com Deus, fruto do amor.

Com essa paz no coração, milhares de soldados em todos os campos de batalha, tombaram como vítimas do dever. Com essa paz, aninhada no coração, muitos jovens enfrentaram os tormentos do martírio. É uma paz que revela a presença da graça santificante, que nos torna amigos de Deus. No confessionário, as pessoas se redescobrem e encontram, no Coração misericordioso de Jesus a reconciliação e a paz.


Coração de Jesus, Vítima dos pecadores

O Coração de Jesus foi a vítima inocente na mão dos carrascos que nos lembram, foram eles apenas o instrumento da vingança de todos os pecadores do mundo.

Jesus foi levado à morte na Cruz por uma série de circunstâncias que o nas malhas da intriga satânica dos que não O aceitavam. Mesmo se não houvesse um Judas, um Anás e Caifás, os soldados, o covarde Pilatos, e o povão a gritar, “crucifica-O”, o Coração de Jesus aceitaria sofrer e morrer crucificado por nós para libertar-nos dos nossos pecados. O Coração de Jesus foi a grande vítima dos pecadores. Por suas Chagas, fomos curados. ( Is 53,1 e seguintes).


Coração de Jesus, Salvação dos que em Vós esperam

A Sagrada Escritura afirma que o Senhor é um Deus que salva, e que a Salvação é um dom gratuito do seu Amor e Misericórdia. São Paulo afirma: “Deus deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade”. (2Tm. 2,4; 4,10). Essa Salvação atingiu o seu ponto culminante em Jesus de Nazaré. O Coração de Jesus é a manifestação do amor salvador do Pai. Simeão ao tomar o Menino nos braços exclamou: “Meus olhos viram a Tua Salvação” (Lc. 2,30). O próprio nome JESUS, significa DEUS SALVA. Jesus veio salvar o que estava perdido. (L19,10). No Coração de Jesus, repousa a nossa esperança. Confiemos Nele!


Coração de Jesus, Esperança dos que morrem em Vós

O ponto final de nossa vida na terra é a morte. O Coração de Jesus, esperança para todas as horas da vida, é um manancial de esperanças para o momento da morte. A morte é uma passagem da luz criada para a Luz Incriada; da vida temporal para a Vida Eterna. Rezar: “Coração de Jesus, esperança dos que morrem em Vós” significa confiar Nele e a Ele se entregar. Significa crer que o Pai nos espera em sua casa. Nessa hora suprema, o cristão sabe que, mesmo que o coração recrimine suas faltas, o Coração de Jesus apagará qualquer pecado, se houve arrependimento. (1Jo3, 20). Morrer em Cristo significa munir-se dos “sinais sagrados”, da “passagem pascal”, para esse momento decisivo: Confessar-se, receber o Santo Viático e a Unção dos Enfermos. Rezar e perdoar, tendo Maria ao lado; Ela é a mãe dos agonizantes, que os ajuda nessa passagem para a vida da glória.


Coração de Jesus, o Desejado das Colinas eternas e Delícia de todos os santos

Olhar o Coração de Jesus, permanecer Nele, é gozar o Paraíso. Os Santos fizeram esta experiência. A nossa sede de amar e de ser amado é saciada plenamente pelo Coração de Jesus, que anula as distâncias e eleva os servidores à condição de amigos. Esse é o espaço vital dos bem-aventurados, o lugar em que permanecem no amor (Jo 15,9) e gozam de uma alegria eterna e sem limite.

Reflexões adaptadas dos escritos do Pe. Euler Alves Pereira, SVD e do livro: Na Escola do Coração de Jesus - João Paulo II, Edições Loyola. Elaboradas por: Ir. Ofélia de Carvalho, ASCJ e Maria Leopoldina Malagurti Di Lascio - Curitiba - PR

sábado, 6 de março de 2010

Vocação a liderança

São Paulo Apóstolo nos ensina: “ Todo aquele que luta, exerce domínio próprio em todas as coisas [...], pois eu assim corro, não como indeciso, assim combato, não como batendo no ar, antes subjugo o meu corpo e o reduzo à submissão para que, depois de pregar aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado.” (I Cor. 9, 25-27). Além de manter em vigília sua auto-crítica, o líder cristão deve receber com humildade as críticas de fora, entender que tem a missão de liderar sem jamais se esquecer de que cada componente de seu grupo tem também seu compromisso e, a função do líder é ajudá-lo a se tornar feliz por bem cumprir sua parte neste compromisso.

O líder do grupo de Adoração Noturna no lar deve submeter suas próprias intenções e ações a uma autoavaliação para não se desviar de sua própria vocação para liderança.

Exige a caridade cristã que o líder não exija de seu grupo mais do que está disposto a exigir de si mesmo. O grupo não segue o discurso do líder, mas a vida que ele vive. Ele é o exemplo e é nisso que consiste a liderança. Se o professor da classe for pontual, os alunos também serão pontuais. O líder não pode esperar que as pessoas de seu grupo de dedique a oração, ao apostolado... se ele mesmo não o faz.


DOZE PRINCÍPIOS DE LIDERANÇA DE UM GRUPO DE ADORAÇÃO NOTURNA:

1 – Uni-se ao Coração de Jesus (Mt. 11.28-30) “Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve.”– O líder é fiel em fazer sua adoração noturna em reparação aos pecados cometidos contra o Rei de Amor.

2 – Recorre com frequência a Nossa Senhora ”.(Jo 19.26 e 27) “Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.”– É assíduo devoto de Maria Santíssima, a primeira e perfeita adoradora.

3 - Multiplica a glória do sucesso (Rm. 13, 7) “Pagai a cada um o que lhe compete: o imposto, a quem deveis o imposto; o tributo, a quem deveis o tributo; o temor e o respeito, a quem deveis o temor e o respeito.” – O líder não busca sua própria glória, mas reconhece o mérito do trabalho de seu grupo e multiplica a glória por todos.

4 – Divide as atenções por igual (Tg. 2, 9) “Mas se vos deixais levar por distinção de pessoas, cometeis uma falta e sereis condenados pela lei como transgressores.” – o líder não mantém preferências, mas trabalha a todos com igual cuidado.
5 – Identifica-se com os liderados (II Cor. 11, 29) “Quem é fraco, que eu não seja fraco? Quem sofre escândalo, que eu não me consuma de dor?”– Não se sente magoadocnem agredido pelo sucesso de qualquer pessoa de seu grupo, mas se alegra com as vitórias deles, reconhece-as e usa-as como estímulo a todos os demais. A “sombra” de um liderado não amedronta o líder que tem consiência do eu próprio valor.

6 – Promove a união entre seu grupo (I Cor. 1, 10) “Rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que todos estejais em pleno acordo e que não haja entre vós divisões. Vivei em boa harmonia, no mesmo espírito e no mesmo sentimento.”– Não fomenta a formação de facções. “Dividir para governar” não faz parte de sua estratégia de liderança porque o sentimento que o domina é o amor de Deus e o amor nunca divide, mas soma.

7 – Mantém uma postura de humildade (Fp. 2,3) “Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos.”– Jamais demonstra uma atitude de soberba, de “nariz empinado” por causa da posição que ocupa, mas tem sempre em mente que, na função de liderança, é apenas o servo que recebeu a missão de liderar.

8 – Divide a culpa pelo fracasso (Gl. 6,2) “Ajudai-vos uns aos outros a carregar os vossos fardos, e deste modo cumprireis a lei de Cristo.”– O líder cristão não acusa seus liderados pelo insucesso de qualquer fase da missão, mas assume sempre sua parte na culpa dos erros cometidos. “Se eu fosse melhor líder, não haveria erros”, é o que ele pensa.

9 – Transforma as críticas em desafios (II Cor. 10. 10-16) – Sabe que não está isento a críticas, que podem ser dirigidas a sua própria liderança ou a um de seus liderados. Sua atitude dede ser: ouvir as críticas com humildade avaliá-las com isenção de ânimo, não considerá-las como ofensas e não quedar-se amargurado, irado, mas transformar as críticas em desafios para maior crescimento espiritual e melhor desempenho de sua missão, começando por rezar em favor de quem fez a crítica.

10 – Conhece os liderados (I Tm 5. 1-3) “Ao ancião não repreendas com aspereza, mas adverte-o como a um pai, aos moços como a irmãos, às mulheres de idade como a mães, às jovens como a irmãs, com toda a pureza. Honra as viúvas que são realmente viúvas.”– O líder cristão procura conhecer os seus liderados e ajudá-los a progredir cada um conforme as peculiaridades de sua personalidade. Embora os integrantes do grupo tenham uma missão em comum, cada um deles é um indivíduo diferente de todos os demais e assim deve ser tratado pelo líder.

11 – Respeita seus liderados (I Tm. 4, 12) “Ninguém te despreze por seres jovem. Ao contrário, torna-te modelo para os fiéis, no modo de falar e de viver, na caridade, na fé, na castidade.”– É um exemplo em tudo. Preocupa-se em jamais faltar a um compromisso com seu grupo, a não ser por um motivo de força maior, do que lhes dará pronto conhecimento. Jamais comparece a qualquer compromisso depois do horário combinado.

12- Ama seu grupo, seguindo o exemplo do Mestre (Jo. 13,1) “Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse os seus que estavam no mundo, até o extremo os amou.”– A autoridade sem caridade degenera-se em autoritarismo. Os liderados não devem obedecer ao líder por medo, mas por amor/respeito.

Apóstolos do Sagrado Coração

Apóstolos do Sagrado Coração

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Seja você também um Apóstolo do Sagrado Coração
É muito importante ajudar a propagar a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Participe ativamente.
Quantas pessoas você já aproximou do Sagrado Coração? Para quantos você já deu um bom conselho ou encaminhou para uma vida de mais fé e devoção?
Há muitos modos de fazer isso hoje em dia: através de conversas, reuniões de oração, telefonemas, cartas e até e-mails.
Mas se o seu amor a Ele pede mais, então você pode realizar isso participando do grupo de apóstolos do Sagrado Coração de Jesus. A coordenadora do grupo é Ir. Anna que está disposta a conhecer todos aqueles que queiram participar desse grupo e ajudar na medida de suas possibilidades.
Se você é de Itaperuna (RJ), quer participar das reuniões dos apóstolos, ou quer criar um grupo em sua cidade, entre em contato através do telefone (22) 3822 1870 e peça para falar com Ir. Anna, de Segunda a Sexta Feira das 13 às 17h. Se preferir contate-nos através do nosso E-mail: irmasdeitaperuna@hotmail.com


Lembre-se dessa promessa que o Sagrado Coração fez a Santa Margarida Maria Alacoque:
"As pessoas que propagarem esta devoção terão o seu nome inscrito para sempre no meu Coração”.


Ladainha do Sagrado Coração de Jesus

(aprovada por Leão XIII a 2 de abril de 1899)

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Deus Pai dos céus, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, Filho do Pai Eterno, rogai por nós.
Coração de Jesus, formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe,
Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus,
Coração de Jesus, de majestade infinita,
Coração de Jesus, templo santo de Deus,
Coração de Jesus, tabernáculo do Altíssimo,
Coração de Jesus, casa de Deus e porta do céu,
Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade,
Coração de Jesus, receptáculo de justiça e de amor,
Coração de Jesus, cheio de bondade e de amor,
Coração de Jesus, abismo de todas as virtudes,
Coração de Jesus, digníssimo de todo o louvor,
Coração de Jesus, rei e centro de todos os corações,
Coração de Jesus, no qual estão os tesouros da sabedoria e da ciência,
Coração de Jesus, no qual habita toda a plenitude da divindade,
Coração de Jesus, no qual o Pai pôs as Suas complacências,
Coração de Jesus, de cuja plenitude todos nós recebemos,
Coração de Jesus, desejo das colinas eternas,
Coração de Jesus, paciente e de muita misericórdia,
Coração de Jesus, rico para todos os que Vos invocam,
Coração de Jesus, fonte de vida e de santidade,
Coração de Jesus, propiciação pelos nossos pecados,
Coração de Jesus, saturado de opróbrios,
Coração de Jesus, esmagado pelos nossos pecados,
Coração de Jesus, feito obediente até a morte,
Coração de Jesus, atravessado pela lança,
Coração de Jesus, fonte de toda a consolação,
Coração de Jesus, nossa vida e ressurreição,
Coração de Jesus, nossa paz e reconciliação,
Coração de Jesus, vítima dos pecadores,
Coração de Jesus, salvação dos que esperam em Vós,
Coração de Jesus, esperança dos que morrem em Vós,
Coração de Jesus, delícia de todos os santos,

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor,
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor,
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.

V. Jesus, manso e humilde de coração.
R. Fazei nosso coração semelhante ao Vosso.

Oremos: Deus onipotente e eterno, olhai para o Coração de Vosso Filho diletíssimo e para os louvores e as satisfações que ele, em nome dos pecadores, vos tributa; e aos que imploram a vossa misericórdia concedei benigno o perdão, em nome de vosso mesmo Filho Jesus Cristo, que convosco vive e reina, em união com o Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

"Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade".
Na ladainha do Coração de Jesus há uma invocação muito bonita. "Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade".


A palavra "caridade", na linguagem de hoje, quer dizer compaixão do próximo e desejo de fazer bem ao próximo.

Diz-se, por exemplo, que quem dá uma esmola pratica um ato de caridade. Por isso manifesta afeto à pessoa beneficiada por meio da esmola, e manifestando esse afeto ela pratica um ato de caridade.
Mas na linguagem teológica, por assim dizer científica e clássica da Igreja, "caridade" é o amor de Deus, e por causa disso é muito bonita essa invocação ao Sagrado Coração: "Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade".

O Sagrado Coração de Jesus ama ardentemente ao próprio Deus. A expressão é carregada, porque uma fornalha é um foco de fogo que é quentíssimo, que queima, que consome.
Coração de Jesus então não é apenas cheio de caridade, mas uma fornalha. Não é apenas uma fornalha, mas uma fornalha ardente! Quer dizer, é uma fornalha que está para as outras fornalhas como a fornalha comum está para o simples fogo.
Esse é o Coração de Jesus.

Portanto, peçamos ao Sagrado Coração de Jesus, por intermédio do Coração Imaculado de Maria – porque sem ser por meio de Maria, não obtemos nada de Jesus - peçamos à "Fornalha ardente de caridade" que pegue fogo em nossas almas!

História da Devoção ao Sagrado Coração


História da Devoção ao Sagrado Coração

Os Santos Padres muitas vezes falaram do Coração de Cristo como símbolo de seu amor, tomando-o da Escritura: "Beberemos da água que brotaria de seu Coração....quando saiu sangue e água" (Jo 7,37; 19,35).



Na Idade Média começaram a considera-lo como modelo de nosso amor, paciente por nossos pecados, a quem devemos reparar entregando-lhe nosso coração (santas Lutgarda, Matilde, Gertrudes a Grande,Margarita de Cortona, Angela de Foligno, São Boaventura, etc.).

No século XVII estava muito expandida esta devoção. São João Eudes, já em 1670, introduziu a primeira festa pública do Sagrado Coração.


Em 1673, Santa Margarida Maria de Alocoque começou a ter uma série de revelações que a levaram à santidade e ao impulso de formar uma equipe de apóstolos desta devoção. Com seu zelo conseguiram um enorme impacto na Igreja.


Foram divulgados inúmeros livros e imagens. As associações do Sagrado Coração subiram em um século, desde meados do XVIII, de 1000 a 100.000. umas vinte congregações religiosas e vários institutos seculares foram fundados para estender seu culto de mil formas.


O apostolado da Oração, que pretende conseguir nossa santificação pessoal e a salvação do mundo mediante esta devoção, contava já em 1917 com 20 milhões de associados. E em 1960 chegava ao dobro em todo o mundo, passando de um milhão na Espanha; suas 200 revistas tinham 15 milhões de inscrições. A maior instituição de todo o mundo.


A Oposição a este culto sempre foi grande, sobretudo no século XVIII por parte dos jansenistas, e recebeu um forte golpe com a supressão da Companhia de Jesus (1773).

Na Espanha foram proibidos os livros sobre o Sagrado Coração. O imperador da Áustria deu ordem que desaparecessem suas imagens de todas as Igrejas e capelas. Nos seminários era ensinado: "a festa do Sagrado Coração provocou um grave mancha sobre a religião".


A Europa oficial rejeitou o Coração de Cristo e em seguida foi assolada pelos horrores da Revolução francesa e das guerras napoleônicas. Mas depois da purificação, ressurgiu de novo com mais força que nunca.

Em 1856 Pio IX estendeu sua festa a toda a Igreja. Em 1899 Leão XIII consagrou o mundo ao Sagrado Coração de Jesus (o Equador tinha se consagrado em 1874).


E a Espanha em 1919, em 30 de maio, também se consagrou publicamente ao Sagrado Coração no Monte dos Anjos. Onde foi gravado, sob a estátua de Cristo, aquela promessa que fez ao pai Bernardo de Hoyos, S. J., em 14 de maio de 1733, mostrando-lhe seu Coração, em Valladolid (Santuário da Grande Promessa), e dizendo-lhe: "Reinarei na Espanha com mais Veneração que em muitas outras partes" (Até então a América também era Espanha).

Promessas do Sagrado Coração

Promessas


Principais promessas feitas pelo Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarita de Alacoque:

1. Às almas consagradas a meu Coração, lhes darei as graças necessárias para seu estado.

2. Darei paz às famílias.

3. As consolarei em todas suas aflições.

4. Serei seu amparo e refúgio seguro durante a vida, e principalmente na hora da morte.

5. Derramarei bênçãos abundantes sobre seus projetos.

6. Os pecadores encontrarão em meu Coração a fonte e o oceano infinito de misericórdia.

7. As almas tíbias se tornarão fervorosas.

8. As almas fervorosas serão rapidamente elevadas a grande perfeição.

9. Abençoarei as casas em que a imagem de meu Sagrado Coração estiver exposta e for honrada.

10. Darei aos sacerdotes a graça de mover os corações empedernidos.

11. As pessoas que propagarem esta devoção, terão escrito seu nome em meu Coração e jamais será apagado dele.

12. A todos os que comungarem nove primeiras Sextas-feiras do mês contínuos, o amor onipotente de meu Coração lhes concederá a graça da perseverança final.
Detente


O Papa Pio IX concedeu no ano de 1872, uma indulgência de 100 dias uma vez ao dia a todos os fieis que usarem ao redor de seus pescoços este emblema piedoso e rezarem um Pai-Nosso, Ave-María e Glória.

O que é um Detente? Uma armadura espiritual?

É um poderoso Escudo que a Divina Providência colocou à nossa disposição, a fim de nos proteger contra os mais diversos perigos que enfrentamos em nosso dia-a-dia.

Para isso, basta levá-lo consigo, não havendo necessidade de ser bento, pois o bem-aventurado Papa Pio IX estendeu sua bênção a todos os Escudos — como veremos adiante.

Detente, ou Escudo do Sagrado Coração de Jesus — também conhecido como bentinho, salvaguarda, ou mesmo como pequeno escapulário do Sagrado Coração — é um emblema com a imagem do Sagrado Coração e a divisa:

Alto! O Coração de Jesus está comigo. Venha a nós o Vosso Reino!

É comum levarmos no bolso, ou em nossas carteiras, pastas etc., fotografias de pessoas a quem muito queremos (pais ou filhos, por exemplo).

Assim, ter consigo o Detente é um meio de expressar nosso amor ao Sagrado Coração de Jesus; sinal de nossa confiança em sua proteção contra as armadilhas do demônio e perigos de toda ordem.

Levando conosco esse Escudo, estaremos continuamente como que afirmando: Alto! Detenha-te, demônio; detenha-se toda maldade; todo perigo; todo desastre; detenham-se todos os assaltos; todas as balas de bandidos; todas as tentações; detenha-se todo inimigo; toda enfermidade; detenham-se nossas paixões desordenadas — pois o Sagrado Coração de Jesus está comigo!

Portar esse Escudo auxilia-nos, além dessas e de tantas outras proteções, a recordar continuamente as promessas do Sagrado Coração de Jesus; é símbolo de nossa total confiança na proteção divina; é um sinal de nossa permanente súplica e fidelidade a Nosso Senhor e um pedido de que Ele faça nossos corações semelhantes ao d’Ele.

Origem do Escudo do Sagrado Coração de Jesus

Santa Margarida Maria Alacoque — como testemunha sua carta, escrita no dia 2 de março de 1686, dirigida à sua Superiora, Madre Saumaise — transcreve um desejo que lhe fora revelado por Nosso Senhor:

“Ele deseja que a Senhora mande fazer uns escudos com a imagem de seu Sagrado Coração, a fim de que todos aqueles que queiram oferecer-Lhe uma homenagem, os coloquem em suas casas; e uns menores, para as pessoas levarem consigo”.

Nascia, assim, o costume de portar esses pequenos Escudos.

Essa santa devota do Detente portava-o sempre consigo e convidava suas noviças a fazerem o mesmo.

Ela confeccionou muitas dessas imagens e dizia que seu uso era muito agradável ao Sagrado Coração.

A autorização para tal prática, no início, foi concedida somente aos conventos da Visitação.

Depois, foi mais difundida pela Venerável Ana Magdalena Rémuzat (1696-1730).

A essa religiosa, também da mesma Ordem da Visitação, falecida em alto conceito de santidade, Nosso Senhor fez saber antecipadamente o dano que causaria uma grave epidemia na cidade francesa de Marselha, em 1720, bem como o maravilhoso auxílio que os marselheses receberiam com a devoção a seu Sagrado Coração.

A referida visitandina fez, com a ajuda de suas irmãs de hábito, milhares desses Escudos do Sagrado Coração e os repartiu por toda a cidade onde grassava a peste.

A história registra que, pouco depois, a epidemia cessou como por milagre.

Não contagiou muitos daqueles que portavam o Escudo, e as pessoas contagiadas tiveram um extraordinário auxílio com essa devoção.

Em outras localidades ocorreram fatos análogos.

A partir de então, o costume se estendeu por outras cidades e países.

Adoração Noturna Nos Lares

A Adoração Noturna é uma piedosa prática implantada pelo nosso querido Pároco Padre Geraldo, que conta com 31 grupos que fazem uma reparação familiar ao Sagrado Coração TODAS AS NOITES das 18h às 06h da manhã do dia seguinte. Como disse uma vez Padre Geraldo “Assim, Jesus não passará a noite sozinho.”
FINALIDADE:
“Esta cruzada está destinada a reparar os pecados dos amigos, isto é, a revolta do orgulho e a onda da sensualidade que envolvem, em nossos dias, as famílias que se dizem cristãs”.
A finalidade é Amor e Reparação diante do trono familiar do sagrado Coração de JESUS. Ele mesmo ensinou a Santa Margarida Maria a fazer a hora Santa noturna para abrandar os castigos de DEUS, pedir misericórdia pelos pecadores, reparar o abandono dos seus apóstolos.
Não será preciso falar dos benefícios da Adoração Noturna. A Adoração Noturna no Lar faz a perseverança da família e torna os seus membros amigos íntimos, anjos consoladores, Cirineus do Sagrado Coração. A Adoração Noturna é alegria e força em nossa vida, fonte de graças para um apostolado fecundo.
COMO FAZER A HORA SANTA?
Não há oração prescrita. Alguns adoradores usam o livro escrito pelo Padre Mateo, outros preferem outros livros de adoração. Quem quiser, pode rezar com suas próprias palavras, meditar verdades do Evangelho, ler pausadamente um livro espiritual, intercalando a leitura com afetos e súplicas espontâneas. Pode-se rezar o rosário meditando os Mistérios, intercalando salmos e cânticos...
Aconselhamos terminar a hora santa rezando o ato de renovação da Entronização e o Ato de Consagração ao Sagrado Coração de JESUS.
Sim, o Coração de JESUS, “triste até a morte”, sente reaberta a Chaga do seu lado, ferido que está por aqueles que deveriam ser seus amigos íntimos, e que na verdade são seus carrascos. Esperamos que se aplaque a Justiça divina por este ato de penitência, de amor e de adoração; pois, se não Lhe oferecemos reparação, receberemos os justos castigos merecidos.
Penitência, oração e desagravo! De outro modo pereceremos. DEUS é justo e santo. E os cristãos são realmente culpados, porque sabem o que fazem.
Que o abismo do Coração de JESUS encha o abismo imenso, aberto por tantos pecados e crimes, e por tantos escândalos!... Oremos! Façamos penitência!Reparemos! JESUS MISERICÓRDIA!
CONSELHOS PRÁTICOS
Como se sabe, esta hora de adoração noturna se faz no próprio lar. Poderá ser feita com certa solenidade, por exemplo, na sala principal, diante da Imagem entronizada do Sagrado Coração de JESUS, cercada de flores, velas bentas acesas, onde os adoradores vêm sucessivamentepara a adoração.
É bom ficar ajoelhados, o quanto possível, em espírito de penitência, pelo menos uns momentos, para começar e para terminar a adoração. Para facilitar a meditação, é conveniente segurar nas mãos, e estreitar com amor, o crucifixo, ao mesmo tempo que se lêem e se meditam as considerações e orações desta Hora-Santa. ede anjos de Getsêmani nesta adoração noturna. E vós tendes sobre o Anjo, a vantagem de poder sofrer e chorar, em união com o Coração agonizante de JESUS.
Pensai agora, na hora da vossa agonia. Com que paz e alegria vereis chegar, então, o Rei Divino, fidelíssimo e agradecido, que naquele momento supremo vos oferecerá o seu próprio Coração como refúgio. Morrereis em Seus braços, reclinados sobre Seu peito, em recompensa do consolo que vós Lhe destes centenas de vezes, pela vossa adoração Noturna. E morrendo sobre a Chaga desse Coração divino, encontrareis nela o Paraíso.