Vocação a liderança
São Paulo Apóstolo nos ensina: “ Todo aquele que luta, exerce domínio próprio em todas as coisas [...], pois eu assim corro, não como indeciso, assim combato, não como batendo no ar, antes subjugo o meu corpo e o reduzo à submissão para que, depois de pregar aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado.” (I Cor. 9, 25-27). Além de manter em vigília sua auto-crítica, o líder cristão deve receber com humildade as críticas de fora, entender que tem a missão de liderar sem jamais se esquecer de que cada componente de seu grupo tem também seu compromisso e, a função do líder é ajudá-lo a se tornar feliz por bem cumprir sua parte neste compromisso.
O líder do grupo de Adoração Noturna no lar deve submeter suas próprias intenções e ações a uma autoavaliação para não se desviar de sua própria vocação para liderança.
Exige a caridade cristã que o líder não exija de seu grupo mais do que está disposto a exigir de si mesmo. O grupo não segue o discurso do líder, mas a vida que ele vive. Ele é o exemplo e é nisso que consiste a liderança. Se o professor da classe for pontual, os alunos também serão pontuais. O líder não pode esperar que as pessoas de seu grupo de dedique a oração, ao apostolado... se ele mesmo não o faz.
DOZE PRINCÍPIOS DE LIDERANÇA DE UM GRUPO DE ADORAÇÃO NOTURNA:
1 – Uni-se ao Coração de Jesus (Mt. 11.28-30) “Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve.”– O líder é fiel em fazer sua adoração noturna em reparação aos pecados cometidos contra o Rei de Amor.
2 – Recorre com frequência a Nossa Senhora ”.(Jo 19.26 e 27) “Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.”– É assíduo devoto de Maria Santíssima, a primeira e perfeita adoradora.
3 - Multiplica a glória do sucesso (Rm. 13, 7) “Pagai a cada um o que lhe compete: o imposto, a quem deveis o imposto; o tributo, a quem deveis o tributo; o temor e o respeito, a quem deveis o temor e o respeito.” – O líder não busca sua própria glória, mas reconhece o mérito do trabalho de seu grupo e multiplica a glória por todos.
4 – Divide as atenções por igual (Tg. 2, 9) “Mas se vos deixais levar por distinção de pessoas, cometeis uma falta e sereis condenados pela lei como transgressores.” – o líder não mantém preferências, mas trabalha a todos com igual cuidado.
5 – Identifica-se com os liderados (II Cor. 11, 29) “Quem é fraco, que eu não seja fraco? Quem sofre escândalo, que eu não me consuma de dor?”– Não se sente magoadocnem agredido pelo sucesso de qualquer pessoa de seu grupo, mas se alegra com as vitórias deles, reconhece-as e usa-as como estímulo a todos os demais. A “sombra” de um liderado não amedronta o líder que tem consiência do eu próprio valor.
6 – Promove a união entre seu grupo (I Cor. 1, 10) “Rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que todos estejais em pleno acordo e que não haja entre vós divisões. Vivei em boa harmonia, no mesmo espírito e no mesmo sentimento.”– Não fomenta a formação de facções. “Dividir para governar” não faz parte de sua estratégia de liderança porque o sentimento que o domina é o amor de Deus e o amor nunca divide, mas soma.
7 – Mantém uma postura de humildade (Fp. 2,3) “Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos.”– Jamais demonstra uma atitude de soberba, de “nariz empinado” por causa da posição que ocupa, mas tem sempre em mente que, na função de liderança, é apenas o servo que recebeu a missão de liderar.
8 – Divide a culpa pelo fracasso (Gl. 6,2) “Ajudai-vos uns aos outros a carregar os vossos fardos, e deste modo cumprireis a lei de Cristo.”– O líder cristão não acusa seus liderados pelo insucesso de qualquer fase da missão, mas assume sempre sua parte na culpa dos erros cometidos. “Se eu fosse melhor líder, não haveria erros”, é o que ele pensa.
9 – Transforma as críticas em desafios (II Cor. 10. 10-16) – Sabe que não está isento a críticas, que podem ser dirigidas a sua própria liderança ou a um de seus liderados. Sua atitude dede ser: ouvir as críticas com humildade avaliá-las com isenção de ânimo, não considerá-las como ofensas e não quedar-se amargurado, irado, mas transformar as críticas em desafios para maior crescimento espiritual e melhor desempenho de sua missão, começando por rezar em favor de quem fez a crítica.
10 – Conhece os liderados (I Tm 5. 1-3) “Ao ancião não repreendas com aspereza, mas adverte-o como a um pai, aos moços como a irmãos, às mulheres de idade como a mães, às jovens como a irmãs, com toda a pureza. Honra as viúvas que são realmente viúvas.”– O líder cristão procura conhecer os seus liderados e ajudá-los a progredir cada um conforme as peculiaridades de sua personalidade. Embora os integrantes do grupo tenham uma missão em comum, cada um deles é um indivíduo diferente de todos os demais e assim deve ser tratado pelo líder.
11 – Respeita seus liderados (I Tm. 4, 12) “Ninguém te despreze por seres jovem. Ao contrário, torna-te modelo para os fiéis, no modo de falar e de viver, na caridade, na fé, na castidade.”– É um exemplo em tudo. Preocupa-se em jamais faltar a um compromisso com seu grupo, a não ser por um motivo de força maior, do que lhes dará pronto conhecimento. Jamais comparece a qualquer compromisso depois do horário combinado.
12- Ama seu grupo, seguindo o exemplo do Mestre (Jo. 13,1) “Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse os seus que estavam no mundo, até o extremo os amou.”– A autoridade sem caridade degenera-se em autoritarismo. Os liderados não devem obedecer ao líder por medo, mas por amor/respeito.


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